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Abraão Leite Sampaio.






Pangeia.

Pangeia.
 
Siameses seríamos, sem contradições e racismo,
pois encosto territorial traria o irmanar racional.
Separação continental, que no futuro aos africanos fez tanto mal,
mesmo estando no quintal europeu, liberdade de acerco como apenas comensal.
 
 
Cisão natural que por infelicidade na parte inferior predomina o desamor.
Seres refinados inclinem seus olhos e vejam que berços desregrados!
Apenas um estender de mãos traria sustentação para que ali houvesse evolução,
Isto feito, continente satisfeito... o evoluir afasta idéia nefasta.
 
 
Nos momentos de desespero deles tiveram o ombrear costumeiro.
Nas rebeldias guerreiras os de pigmentos acentuados estiveram aos seus lados.
Por quê?... os costeiros agora os tratam como povo terceiros.
 
 
Europa! seja dividida... porém apenas nos limítrofes,
Entreguem a eles o merecido apoio...
São puros como o trigo... diferenciado-se do joio.
 
 
Sanem esta ferida!
Só assim a “Pangeia” ficará agradecida,
pois é ciente da culpa deste bloco empurrar deixando o Atlântico se acostar.
Fugia-lhe intuito de num longínquo futuro, ato de irmãos não entrelaçarem as mãos.


 
Negros e brancos, proximidade territorial como um município de seu arraial.
Mas um distanciar milenar na forma de amar,
cabeças... cambiem o pensar só assim a sociedade neste canto irá se homogeneizar.
 
 
 
                                              Abraão Leite Sampaio.
 
Obra publicada na ” Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos” – Vol. 72.

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