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Maristela Zamoner






Trabalhos acadêmicos - Bancas examinadoras

Prezado colega! Se você está prestes a apresentar-se diante de uma banca examinadora, sugiro que conheça o perfil científico de quem a compõe. Hoje, a internet é poderosa aliada nesta tarefa. Estas informações o orientarão em como receber comentários.

A titulação, especialista, mestre ou doutor, é dada a quem concluiu seu trabalho acadêmico. A finalidade deste trabalho é fazer com que o doutorando, mestrando ou pós-graduando aprenda a escrever um artigo (site da USP -Divulgando a tese) para poder publicá-lo. Caso não o faça, permanecerá na condição de aprendiz. Por isto, ao analisar sua banca, procure saber quais as publicações de cada membro componente. Encontrando-as em periódicos científicos arbitrados, indexados e qualificados, deve valer a pena ouvir sua opinião. Lembrando que nomes que se perdem nas quantidades que preenchem o campo do autor têm pouco a dizer por si próprios.  Geralmente, o despolido que dá “puxões de orelha”, ou “chama a atenção” deselegantemente, está fazendo uma cortina de fumaça, tentando compensar-se daquilo que não produziu. Verifique. Caso a pessoa da banca não tenha nenhum artigo destes publicado,  ouça seus comentários com imparcialidade,  avalie o que é realmente pertinente e ignore o restante.

Publicando dezenas de artigos em variados bons periódicos, adquire-se experiência em submeter textos a conselhos editoriais gabaritados que seguramente são mais qualificados que muitas bancas. Aprendemos o que é científico e o que não é, recebendo orientações de conselheiros anônimos, que não nos conhecem, sendo seu único interesse garantir uma boa publicação,  para manter ou melhorar a qualificação de seu periódico.

Já vi bancas avaliarem excelentes  trabalhos de modo a causarem prejuízo proposital a alunos que recusaram bolsa para não ficarem à mercê financeira do orientador,  que colocaram no mural denúncia sobre falhas do curso, que criticaram aulas ou professores, que resistiram a escrever trabalho para outro, que se negaram a acrescentar nomes sem mérito em seus artigos, e as vezes, até por ignorância ou despeito. Da mesma forma, uma banca pode aprovar um trabalho ruim porque o autor serviu a quem tinha o poder no momento, não importando que se estivesse ferindo a ética. Ao nos expormos diante de uma banca, estamos à mercê de seus componentes, poderemos ser julgados muito além do nosso trabalho. E não podemos esquecer: os parâmetros de julgamento, nem sempre são éticos.

O status científico de cada um é fruto de uma caminhada individual, você não tem que ensinar nada a sua banca. Se a pessoa não tem conhecimento e foi deselegante com você, precisará aprender sozinha.

Críticas negativas a trabalho acadêmico já publicado e apresentado a uma banca, geralmente indicam falta de inteligência. Esta crítica estará sendo feita para o Conselho Editorial que aprovou o trabalho que é, cientificamente, superior à banca. Portanto, publicar é se resguardar.

Agressões imerecidas esvaziam-se sozinhas pela produtividade superior diante da nulidade científica do injuriante. Lembre-se da diferença entre Banca e  Conselho Editorial antes de desistir da sua idéia. Então, trabalhe para ter boas publicações. Isto é o que vai fazê-lo crescer de verdade.

Na área científica, o tempo não perdoa, quando nenhum de nós estiver mais aí, quem só tem títulos ou fez mais ofensas desaparece para sempre. Quem fez boas publicações, permanece vivo para todas as gerações seguintes.

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