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Joseh Ribas






PELEJA

Tenho feito aluviões em pouco barro
E tapeado a chuva dentro do rio
Tenho perdido oceanos na concha
E muito pouco me permiti demolir
Anêmonas, disritmias, e calafrios

As garras do delgado sobressalto
As órbitas dos olhos do grão vizir
Os glânglios amorfos da memória
O vidro lácteo de ainda existir
São frutos do meu último assalto

Nem transpor a sigularidade
De estar prisioneiro dos elementos
Ou fundear no leito do pântano azul
Fizeram-me definir o arrazoado
De ideários, causas, e sentimentos

Permaneço sem certeza nenhuma
Estou sem a fé dos dias ensolarados
Sem o céu possível da primeira vez
As palavras são os meus soldados
O combate, esse poema fez.

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