Joseh Ribas






MURAL

Bêbado de vida é que levo além
Do fardo da palavra que carrego
A me escorrer os descaminhos
Desses rios que me tornam cego
Das águas imersas de mal, ou bem

Livre é que encontro no abismo
As asas quebradas da ventania
A me reconstruir o vazio e espaço
Das altitudes que ainda não via
Das estradas que ainda não piso

As salas de máquinas das esperas
O sol de distâncias mal sabidas
O firmamento colhido da janela
Uma tangência que traça a vida
De uma rota que jamais houvera

Tudo se esconde pelos disfarces:
É no silêncio que arde sem estalo
No mural transparente de calafrio
Nas respostas que no peito entalo
Nas perguntas de que me esvazio.

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