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Mauro Evaristo






Foragido.

Não sou o poeta vulgar
Que só faz rimas pobres
E que não podendo se encontrar,
Se vende por metal vil e nobre!

Não sei fazer rima difícil
E desconheço o que é volátil.
Tampouco faço sacrifíciom
Se é mais fácil ser prático!

Sou poeta de Minas,
Com histórias do Ceará,
Que passou por Amaralina
E tem saudade do Amapá!

Sou foragido do SNI,
Sobrevivente do AI-5.
Sem querer aprendi
A falar verdades quando minto!

Um dia fui sequestrado,
Confundido com microempresário,
E por pouco não fui esfolado
Quando viram meu último salário!

Sou poeta da terra,
Procurando uma Salomé
Enquanto o lobo da guerra
Usa e abusa de nossa fé!

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