GERALDO DE CASTRO PEREIRA






O CARRO DE BOI

Lá vem o carro de boi
Num gemido sem cessar,
Puxado por mansos bois
Num passo bem devagar.
 
O carreiro logo atrás
Canta uma canção dolente;
No seu canto é acompanhado
Pelo carro tristemente.
 
Os valentes bois coiceiros
Co´a  língua de fora estão,
Cansados de rastejar
Este velho carretão.
 
De vez em quando o carreiro
Faz a carreta parar
Para colocar azeite
Nos eixos quase a queimar.
 
Pobre carro de madeira!
Sua vida é só rodar,.
Lançando pelas estradas
O seu tristonho cantar.
 

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