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Geraldo Mario de Aguiar






Filho das ruas

O que  faço aqui,tão triste e sozinho
sem nada fazer,sem nada ter,
sem entender...
Sigo um destino,que não quero para mim,
Nem para você.
Alguns passam por mim
jogam moedas,
outros passam por mim
e correm de mim.
Não sou assim.
Não sou doênça contagiosa.
Não estou pôdre,estou pobre.
Mãe eu não tenho.
Pai nunca vi.
Familia...Que bom seria.
Convivo com o lixo.
No meio do lixo.
No meio das drogas que estão aqui.
Bebidas alcoólicas
Uma dose de cachaça
Um sono de morte.
Não quero roubar.
Quero um colo
Um colo para deitar.
Quero uma mãe
Para abraçar.
Hoje estou feliz
Uma senhora veio me visitar
No meio da rua
Um abraço,um carinho e um sorriso.
Durou poucos segundos
Mas foi bom alguém assim encontrar
Se Deus existe.
Outra pessoa vai aparecer.
Nem que seja só para me abraçar.

                                                 Mario Aguiar

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