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GERALDO DE CASTRO PEREIRA






FAVELA

Favela,
Onde luz é vela!
Favela,
Onde cama é chão.
 
Fornalha de lenha
Pra cozinhar o quê?
Se chove,
Tudo molha,:
Cai o barraco,
Tudo vira caco
naquela podridão.
Ninguém olha
E ninguém se move
Em sua direção,
A não ser os tiroteios
De um lado e de outro -
Da polícia ou dos bandidos..
 
Farrapos de gente,
Barrigas vazias,
Mas cheias de fome
E de vermes famintos.
A sujeira é a veste
Daquelas magras peles.
 
De que adianta
Falar para esta gente
Palavras belas,
Mas cheias de balelas,?
 
Precisam de escolas,
Emprego e dignidade
De cidadãos.
E não de esmolas!
Ensine-lhes a pescar!
Não pesque pra eles, não!
 
Favela,
Onde luz é vela,
Favela de povo pobre,
Tem solução?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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