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Luiz C. Lessa Alves






TIMIDEZ

TIMIDEZ
 
Meu olhar discreto em mirar teu corpo,
O coração bobo fica a acelerar;
Minha mente atrevida a sonhar bem alto,
E uma língua morta sem saber falar.
 
Ao fitar-te os seios, o meu ser oscila,
Minhas pernas tremem, ao me aproximar.
Querendo te falar o meu ego grita!
Mas, minha língua enrola... fico a gaguejar.
 
Essas duas pérolas - que coisinhas lindas!
Nesse teu rostinho de faces rosadas,
Fazem-me sonhar ilusões perdidas...
Quero te falar... mas, não digo nada!
 
Teu lindo corpinho de curvas perfeitas,
Fez a natureza para esnobar.
Quanto mais eu olho, mais em mim fraqueja...
Fruto da pobreza do meu linguajar.
                       

Por sobre esse mar de beleza rara,
Quer o meu veleiro, nele navegar;
Pentear-te as ondas, afagar-te as vagas
Em meio às espumas... mas sem dizer nada!
 
Lessa.

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