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GERALDO DE CASTRO PEREIRA






O LAVRADOR

 
De sol a sol
O lavrador
Ara  a  fértil  terra
Para  seu senhor.
 
A terra não é dele,
A terra é do senhor.
 
Trabalha, trabalha,
Trabalha no eito
Da terra do senhor
Sem qualquer direito.
 
Você é  mesmo escravo,
Servindo a seu senhor.
 
Você, quando morrer,
Nem mesmo será dono
Do pedacinho de terra
Em que será sepultado.
 
Lavra, lavra, lavrador,
A terra que não é sua,
A terra do seu senhor.
 
Colhe o trigo que não é seu,
O arroz que  não é seu,
O feijão que  não é seu.
 
E nessa colheita,
Colhe também a fome que é sua,
Doenças como a maleita
Que adquiriu no seu labor.
 
Trabalha  e sua,
pois seu suor
regará a terra
Do seu senhor.
 
E, mesmo que tudo faça,
Colherá, sem recompensa,
Sua desgraça imensa!
 
 

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