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GERALDO DE CASTRO PEREIRA






SONS DE CONCERTINA

 
Um fogo aceso e alegres camaradas
Aqueciam-se à volta, conversando.
Ora cantavam, ora iam soltando
Dos seus  cigarros  grandes baforadas.
 
E de repente ecoava pelo ar
Um lindo som que ia se espalhando.
Era meu pai que estava executando
Suas toadas de fazer chorar.
 
E eu ficava  a escutar, embevecido,
Da concertina o celestial sonido
Que se  perdia pela imensidade.
 
Oh, lembrança feliz  que longe vai!
Ainda guardo vívida saudade
Da mágica sanfona do meu pai.

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