GERALDO DE CASTRO PEREIRA






ÁRVORE DA MINHA INFÂNCIA

 
Era uma  árvore à beira de uma estrada,
Formosa, exuberante e bem esguia.
Sua copa frondosa alto se erguia
Como uma taça para o céu voltada.
 
Nela  vinha brincar a ventania,
Bulindo em sua víride ramada.
Nela  também a inquieta criançada,
Alegre, ora subia, ora descia.
 
Oh, quantas vezes eu brinquei, sorrindo,
Nesta árvore de porte assim tão lindo.
Árvore para mim  muito querida!
 
Adeus, árvore bela da saudade,
Que guardaste no cálice da vida
Os risos infantis de minha idade!
 

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