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Djalma Miranda dos Santos






"As Aparências Enganam!"

                    AS APARÊNCIAS ENGANAM! 
 

 
                   Minha querida irmã Dulce, que reside em Belo Horizonte, é uma pessoa especial. Bonita, inteligente, viva, lutadora, comerciante, humilde, sonhadora, carinhosa com seus filhos, os irmãos e vizinhos, portadora de um carisma impressionante, conquistando a todos por onde passa.                  
                     Lá, na rua onde mora, seus vizinhos a conhecem muito bem, pois trata a todos com muita dignidade e cortesia, cumprimentando-os um a um no trajeto até o supermercado, parando para conversar e saber das novidades, mas também aconselhar, dar receitas de bolos, convidam para os chás beneficentes da Igreja, festas do Lions Club, sem contudo, deixar de chamar para ver os últimos lançamentos da moda, em sua boutique particular.                 Morando no mesmo local há mais de 30 anos, era natural que   sua popularidade e amizade viessem, a crescer com o passar dos  anos.

          Mas, uma coisa chama a atenção.  Apesar de ser uma mulher sexagenária (ela que me perdoe pelo termo), a Dulce se mostra jovem, com uma pele invejável, poucas ou quase sem rugas, sempre bem vestida (também, dona de boutique!), aparentando uns quarenta e poucos anos.
         Na sua luta diária, ela tem que correr: vai atrás de uma roupa especial para uma cliente, vai aos bancos pagar as contas, vai aos supermercados e farmácias, ao cabeleireiro, às novenas da igreja, etc e etc... mas mantém o charme discreto das mineiras.   
                           Contava ela que foi ao banco pagar uma conta e se dirigiu à fila dos “idosos”, quando uma senhora que estava a sua frente começou a reclamar, dizendo que muita gente entrava naquela fila e nem idoso era, apenas para ganhar tempo, tomando o lugar de outros.  De início, não deu muita atenção, achando que a tal senhora falava de uma maneira geral, que aquilo não era para ela. Mas a referida senhora  continuava falando e quanto mais a dona resmungava ela se sentia mais feliz, pois as  palavras passaram quase a ser  um insulto, mas pra ela refletiam como um elogio, prosseguindo na fila e fingindo não ouvir.
           Ao chegar ao Caixa, apresentou sua identidade e comentou: “tem gente que não acredita, mas olha aí a minha idade...” e o Caixa educadamente lhe respondeu: “a Senhora aparenta ter pouco mais de quarenta anos... Não muito”. 
         Após o atendimento, ela saiu dali feliz da vida e rindo à toa, no trajeto de volta pra casa, relembrando que nunca se sentiu tão bem ao ser xingada pela citada senhora, pois  a “carapuça” não era pra ela.
As Aparências Enganam.. E como... 
              É isso aí, minha irmãzinha, fiz esse registro para dizer como pequenos acontecimentos do dia-a-dia podem nos deixar FELIZ por uma tarde inteira, noite e até dias.
         Um grande abraço e mantenha-se assim, conservada, bem cuidada e FELIZ, apesar dos pesares...
 

Djalma /abril/ 2006


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