GERALDO DE CASTRO PEREIRA






SELVA ESC URA

  
 
 
                        
 
                                           “ Nel mezzo del camin di nostra vita
                                            Mi ritrovai per una selva oscura,
                                            Ché la diritta era smarrita."
 
                         Dante Alighieri
 

 
                                              


  
Na nostalgia da existência aflita
Uma sombra fluídica inquieta agita.
idéreos vultos atônitos,
:Em cada curva
,catatônicos,
Campeiam, ao léu,
pelo mausoléu
Da inteligência turva.
 
Raios fugidios
Faíscam na atmosfera opaca
Do contingente ser sensibilizado.
E sinto em mim
Um soçobro violento
Que aos quatro ventos
Para bem  longe lança
A barca da Esperança.
 
E neste vórtice infinito
Vou seguindo, sôfrego,
Cansado e trôpego,
Com um grito
Engasgado na garganta
 
Sem guia, sem rumo
Eu tombo e me aprumo
E nesta selva escura
Vou tateando a amargura
Do meu solitário
E triste mundo.
 
 
 
 
 

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