Gilmacedo






IMUNDO


O choro
do arroio
que corre
e rompe
a mata
e morre
no comboio
de cidades que o mata.
É um coro
sem vida.
É um som que convida
os homens para um enterro.
É a Natureza,
já com odor de erro,
no curso de um rio,
que com certeza
não lambe
a simbiose
entre o trio:
flora;
homem;
fauna.
Esta será a biose,
que alcançará num cemitério
deste mundo burro,
o Homo Sapiens
do futuro.
Sendo observado numa tarde pletora,
num ambiente espúrio,
quente como sauna;
por um Homo Sabiens,
orando ao pé de um totem.
Sem mistério
- foi construído pelo último homem turro,
num horto,
que arde como necrotério;
por ele já estar morto.

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