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Jorge Cortás Sader Filho






Como se deusa fosse


 
            Acontece.  E como muitos não imaginam, é muito mais comum do que pensamos.
            Mulheres são como deusas.  Boas e más, como as do Olimpo.
            Tinha dezessete anos, apaixonou-se por um fauno que idade não tinha, era um dos habitantes da colina.  Caso quisesse, irresistível, a quase divindade.
            Conquistou a já apaixonada, mostrando que ela não se tinha iludido.
            Levou-a ao altar dos deuses.  Delicado, tratou-a como se deusa fosse.  Ela suspirou muitas vezes de prazer.  Como poderia imaginar que o jovem que tanto admirava e queria, fosse seu?
            Quem se une a um desses, transforma-se também.  Linda, toda doirada, a paixão foi fulminante.
            Mas aparece outro fauno.  Não propensa à traição, ela fala com seu apaixonado.  Conta tudo.
            E ele, sabendo não poder ficar ligado a simples mortal, cala.
            Ela, embora com aspecto de deusa, não era mais do que uma simples mortal.  Sua beleza, infinita beleza, não a levava aos montes sagrados.
            Desapareceu no mundo dos que a Vida leva.
            Ele?  Continua mistério.

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