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Jandira Zanchi






FIOS DE SEDA


nas corrientes correntes
estremeço e vacilo
dias de calda amarela e puída
teu Sol de menosprezo
e estrela guia

acompanha-me horizonte
vadio e aberto
é mesmo esse ocaso
sem fronteiras e barreiras
o tempo desnutrido e arrogante
com seus meios tons alucinados
de marchas e feitos
escolhas arremedos prontuários
para um longo caminho
que nenhum humano suporta
em seus curtos dias regados
de temor e esperança

o espectro do concreto
matriz subjetivo objetivo
nutritivo nauseante
sufocando almas róseas
e louras nos seus trilhos
de fios de seda e angústia

quantos – bem nascidos –
tolheram-se e apagaram
sua estrela em flor
por entre poemas e sustenidos ?

nem o bem pensante
ou o suave andante
a dor da alma ferida
em sua sapiência menina
de alegria e simplicidade
não se cumpre para
nenhuma e justificada integridade

apenas, e sempre, para o momento
e em conseqüência, a eternidade
se abre e talvez, só por isso, desdobra-se
enquanto avança a corrupta estória
de entes e fatos
para além e despregada de pulsão e núcleo
sentada espectadora
do canto do pássaro
da água regato no seio
floresta de seu desejo

e de um são três
Trindade de nexo e fundo
não somos a necessidade
sempre sopro e
desejo de liberdade.

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