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GERALDO DE CASTRO PEREIRA






SELENITA

 S  E  L E  N  I  T  A

 
Queria ser um selenita,
 Para habitar na lua.
Lá, com certeza,
Não existe chibata
para me bater na vida.
Lá terei a amizade de São Jorge.
Eu cuidaria do cavalo dele,
Alimentando-o todo o dia
com flocos de nuvem.
De São Jorge seria o escudeiro
Como Sancho Panza
De Don Quixote guerreiro..
 
Lá terei tempo para viver
E meditar sobre as pessoas,
Tristes ou alegres,
 Vivas ou moribundas,
Ricas ou pobres
De todas as raças,
E de todas as cores,
Separando os ódios
Dos verdadeiros amores.
 
Lá eu queria morar,
Pois teria uma visão
Mais panorâmica
Da nossa terra.
Poderia prever os furacões,
Prevenir os vendavais,
Terremotos e maremotos.
Avisando aos terráqueos dos perigos.
 
De lá poderia apontar
Os inimigos da natureza,
Como os poluidores dos nossos rios,
Desmatadores das florestas.,
Dizimadores de nossa fauna
 
Na lua talvez seja um lugar
 Mais tranqüilo e aprazível
Que na “Pasárgada” de Manuel Bandeira,
Onde poderei estender minha rede,
Ficar mais desperto,
Para ver bem de perto
O brilho de minhas estrelas.
 
 
 


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